terça-feira, 3 de março de 2015

Meu futuro enlatado

Regilda Araújo


Nunca pensei que algum dia veria a notícia de um robô que escreve como um humano, e ainda faz matérias que todos apostariam que foi uma pessoa de verdade quem escreveu. Há quem ainda não acredite que isso seja verdade. Como pode um amontoado de metal fazer o trabalho de um jornalista que leva quatro anos para adquirir um diploma?
É tão surreal que me sinto como se estivesse em um filme de ficção, como uma máquina que viaja no tempo, o saudoso filme “De volta para o futuro”, e o mais recente (não tão recente assim) “Gigante de aço”, onde os protagonistas são robôs que lutam, que têm movimentos próprios e ocupam os lugares dos lutadores humanos em uma luta até a morte.
Quando em um milhão de anos eu iria admitir que estou com medo do avanço da tecnologia? Já não basta a diferença de cargo entre homens e mulheres, agora tenho que disputar com uma máquina que escreve mais rápido que os meus pensamentos.
Posso até recitar um velho provérbio que minha mãe sempre fala, “Enquanto você está indo com a farinha, eu já estou voltando com a farofa pronta”. É assim que estou me sentindo, enquanto estou pensando o caminho que vou seguir, o robô já está pegando a estrada.